The National Times - Oposição venezuelana se fragmenta antes das eleições regionais e parlamentares

Oposição venezuelana se fragmenta antes das eleições regionais e parlamentares


Oposição venezuelana se fragmenta antes das eleições regionais e parlamentares
Oposição venezuelana se fragmenta antes das eleições regionais e parlamentares / foto: © AFP

Um setor da oposição lançou um movimento na Venezuela nesta quarta-feira (2) que propõe votar nas eleições regionais e parlamentares de 25 de maio em oposição à principal coalizão, que pede um boicote após denunciar uma fraude na reeleição do presidente Nicolás Maduro.

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Liderada pelo ex-candidato à presidência Henrique Capriles, a Rede Decide (Defesa Cidadã da Democracia) anunciou em uma coletiva de imprensa que participará das próximas eleições, embora concorde com o setor liderado por María Corina Machado e o exilado Edmundo González Urrutia ao acusar Maduro de fraude nas presidenciais de 28 de julho.

"Não temos outro caminho", disse Capriles, que pediu a "persistência" na via eleitoral.

"Às vezes é preciso se levantar e dizer a verdade, mesmo que a verdade vá contra a corrente: não é popular ir votar, hoje a participação não é popular, porque ninguém neste país esqueceu o que aconteceu em 28 de julho", declarou.

Coincidindo com o lançamento desta iniciativa, a maior coalizão de oposição, a Plataforma Unitária Democrática (PUD), ratificou seu apelo ao boicote.

"Rejeitamos o chamado para 'votar cegamente' que alguns setores estão promovendo", expressou a PUD em um comunicado, no qual mais uma vez reivindicou a vitória de González Urrutia sobre Maduro.

O partido governista, por sua vez, já anunciou seus candidatos, com o aval de Maduro, enquanto a autoridade eleitoral ainda não publicou uma contagem detalhada da eleição presidencial.

A PUD classificou a convocação de eleições como "injusta e falha" e argumentou que ela "agrava e aprofunda" a crise política.

A Rede Decide também questionou a intensificação das sanções dos Estados Unidos contra a Venezuela, com a decisão do governo de Donald Trump de revogar as autorizações para que as transnacionais de petróleo e gás operem no país caribenho. Trump rejeita Maduro como presidente.

"A saída de uma empresa petrolífera deste país é uma vergonha para nós venezuelanos, não para Maduro (...). Fazemos oposição a qualquer medida que afete a vida das pessoas e isso não te coloca ao lado de Maduro. Isso é chantagem e manipulação", alegou Capriles.

"Precisamos nacionalizar o conflito venezuelano", afirmou Jesús 'Chuo' Torrealba, coordenador da nova iniciativa da oposição.

P.Barry--TNT